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História da Itália

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Quem foram os etruscos


Os etruscos foram uma das mais importantes civilizações da Itália antiga. A civilização etrusca precedeu aquela latina e forneceu muitas técnicas construtivas e artísticas.
Eles viveram na região denominada Etrúria, entre os Rios Arno (Norte) e Tevere (Leste e Sul). Atualmente, formada pela Toscana, Umbria Ocidental e Lazio. Dominou grande parte da península Itálica (desde a Pianura Padana, parte da Emilia-Romagna e Lombardia, até a Campanhia).

Extremamente organizados, formaram 12 cidades-estados, atualmente: Cerveteri, Chiusi, Tarquinia, Veio, Vulci, Populonia, Volterra, Orvieto, Spina, Misa e Arezzo.


Não é possível definir de onde vinham os estruscos pois existem diversas linhas de pensamento.


Alguns historiadores definem o seu início entre a idade do Bronze (1100-900 a.C.) e o início da idade do ferro (900-700 a.C.).


Afirmam-se como uma poderosa aristocracia entre 750 e 650 a.C., com um bom relacionamento entre os povos itálicos, elaborando formas políticas para governar suas cidades.

Bons aliados dos Cartagineses, comercialmente, os etruscos foram um dos povos mais importantes  do Mar Tirreno. O seu auge foi em 407 a.C. Com a expansão do Império Romano, esta civilização foi dominada e perdeu força perante os romanos.

A sociedade etrusca era composta por comerciantes e navegantes que enriqueciam-se com a troca e venda de produtos no Mediterrâneo. Comercializavam produtos como vasos em cerâmica e bronze, vinho e armas. O bronze era um dos produtos mais utilizados  e graças a influência grega, o valor da moeda por volta de 350 a.C. foi incorporado nesta sociedade.

O comércio era controlado pelos mais importantes aristocratas nos principais portos, hoje, Cerveteri e Tarquinia.

Vale ressaltar a introdução do culto dos mortos pelos etruscos. Hoje é possível observar nas necrópoles.

 

Atualmente, são patrimônios da UNESCO.

 

Fonte: Il portale dei bambini, Ministerio dei Beni CulturaliWikipedia

 

Cidades-Estado

Ao final do século XIII, com os municípios independentes virando prósperas cidades-estados, a Itália estava longe de ser subjulgada á vontade de um único soberano.
A Idade Média na Itália não foi a era tenebrosa que muitos estudiosos humanistas contrastaram com o brilho da Renascença.

Bolonha fundou a primeira universidade da Europa. Famosa por seus estudos de direito no século XI, um exemplo seguido por Pádua, Nápoles, Modena, Siena, Salerno e Palermo.

Ao contrário de outras universidades européias dominadas pela Igreja, as italianas enfatizavam as ciências, medicina e direito, além da teologia.

Na ausência de unificação política, foram as universidades que despertaram a consciência nacional. Estudiosos que viajavam pela península precisavam de uma língua comum além do latim elitista para romper as barreiras dos dialetos regionais.

Fora o estrangeiro, o imperador alemão Frederico II, quem lançara o movimento por uma língua nacional na sua corte em Palermo, mas Dante Alighieri (1265-1321) proporcionou o fervor, a liderança moral e exemplo literário para que isso se consumasse.

Gênova desafiou a supremacia de Veneza. Expulsou Pisa do oeste do Mediterrâneo, reduziu o poder de Veneza nos portos orientais e instalou colônias no mar Negro para o comércio com a Rússia e o extremo Oriente. Mas a participação de Gênova em 1381 na desastrosa guerra de Chioggia, na laguna veneziana, esgotou seus recursos. Seu Banco de São Jorge, recém-criado, vendeu as colônias e dirigiu a cidade como uma companhia privada em benefício da oligarquia local, procurando a futura prosperidade como financistas internacionais dos reis da Espanha ou França.

Veneza expandiu seu território do Vêneto desde Pádua, atravéz do vale do Pó, chegando até Bergamo. Depois de se basear apenas no comércio exterior, Veneza criou uma aristocrácia latifundiária.
No fértil Vale do Pó, Milão prosperou comercialmente com a Alemanha, em particular na área têxtil e de armaduras. Escapando ilesa da Peste de 1348 e epidemias subsequentes, desenvolveu uma sólida base econômica e manteve um exército forte.

Florença foi a primeira cidade italiana a cunhar sua própria moeda de ouro (fiorino ou florim), um instrumento de prestígio para o comércio em mercados europeus. Embora tropas de fora fossem chamadas para acabar com uma revolta dos Ciompi (tecelões de lã), o povo bem alimentado e instruído em comparação com o resto do país. Os Medici se destacaram como família de mercadores dominantes e Cosimo se tornou soberano da cidade, em 1434. Muitas construções acompanharam a prosperidade: O Campanile de Giotto foi construído assim como as grandes portas do batistério de Ghiberti, a cúpula de Brunelleschi na catedral e palácios de Alberti e Michelozzo.

Dividido no século XIV entre os espanhóis na Sicília e os franceses em Nápoles, o Sul da Itália permaneceu feudal.

Sua economia quase que exclusivamente agrícola sofreu mais que o Norte com a peste e a fome. Os latifundiários recorreram ao banditismo para reabastecer seus cofres. Se Palermo estava em declínio, Nápoles prosperava como a capital cosmopolita. Em 1443, voltou a formar um reino com a Sicília, sob Afonso de Aragão.

Com o papado no exílio em Avignon desde 1309, o domínio brutal das famílias Orsini e Colonna reduziu Roma a uma cidade atrasada, meio urbana, meio rural. O visionário e autoditada Cola di Rienzo governou brevemente em 1347, até que os nobres o expulsaram. O papado voltou trinta anos depois.

 

Fonte: Itália – Guia de viagens (Berltiz)

 

Magna grécia

Logo após a fundação de Cartagine , os gregos sentiram necessidade de fundar algumas colônias entre o 8° e o 6° século a.C., promovendo o comércio com os fenícios. Estas cidades-estato foram fundadas no litorial siciliano e sul da Itália Meridional, na qual foi entitulada Magna Grecia. Uma delas foi Crotone governada por filósofos pitagoricos.

O auge da Magna Grécia foi durante o 6° e 5° século a. C. enriquecendo-se através do comércio marítimo na qual Siracusa e Taranto eram o seu centro político, econômico e cultural, competindo até mesmo com Atenas.

Filósofos, estudiosos, poetas e escritores escolheram a Sicilia. Entre eles: Esquilo morou em Gela, Teocrito, matemático Arquimedes e Piatone em Siracusa

O declínio da Magna Grécia se deve a vários fatores como as grandes diferenças que caracterizavam as cidades-estado, guerras com os tiranos, o difícil relacionamento com os Cartagineses culminou na conquista romana no século 3° a. C.

Atualmente, é possível conhecer os restos arqueológicos e a herança histórico cultural das antigas civilazações helênicas que contribuiram para fortalecer o fascínio sedutor desta bela região da Itália.

Durante os 6° e 5° séc. a. C., os grandes templos de arte dórica de Paestum, Selinunte e Agrigento foram construído um século mais tarde. A arte iônica veio para dar alinhamentos mais delicados. No final do século 5 a.C., o estilo dórico ainda prevalecia como a construção do templo de Segesta.

No final do 4° século, o período helenico passa da arquitetura para a escultura. As obras estão expostas nos Museus arqueológicos de Napóles, Paestum, reggio calabria, Taranto, Palermo e Siracusa.

A grande genialidade dos filósofos gregos transformaram muitas localidades na Sicília e no Sul da Itália continental  em algumas histórias da Mitologia Grega. Entre elas:

Além disso, esta região da Itália foi palco de algumas aventuras de Ulisses, protagonista da Odisséia de Omero ( 10°- 9° séc. a. C). As localidades são o Estreito de Messina e o Golfo de Napóles entre Capri e Costiera Sorrentina, como o canto das sereias.

 

História da itália antes dos romanos

A Itália como nação só existe desde 1871. Antes disso, apesar da unidade geográfica da península, limitada pelos Alpes e pelo Mediterrâneo, sua história é fragmentada em cidades, províncias e ilhas independentes.

Temos muitas informações sobre as antigas comunidades etruscas, gregas e romanas na Itália, mas pouco sabemos sobre os habitantes pré-históricos. Vestígios de habitações sobrevivem em cabanas e palafitas no vale do Pó, em função das inundações periódicas em casas de barro maiores nos pântanos a oeste da Toscana e as nuragui de pedra na Sardenha.

E os habitantes? Talvez norte-africanos e europeus ocidentais tenham povoado a costa ligúria, enquanto o Adriático e o sul podem ter sido ocupados por meio dos balcãs e da Ásia menor.

Ninguém sabe a origem dos etruscos. Durante o milênio antes da era Cristã, sua civilização estendia-se além da Toscana, ao norte do Vale do Pó, e para o sul até Nápoles. Nessa época os romanos e outras tribos latinas ainda eram primitivas. A sociedade etrusca era aristocrática e sofisticada. Ornamentos de ouro e outros metais indicavam a influência grega, mas a arquitetura abobadada etrusca era nativa, assim como suas estradas, canais e esgotos. (vedi matéria sobre Etruscos)

No século VIII a.C, os gregos estabeleceram cidades-estados na Sicília, dominadas por Siracusa e outras no território continental: Nápoles, Pesto e Taranto. Pitágoras definiu a hipotenenusa na Calábria e em Agrigento, na Sicília, Empédocles concluiu que o mundo se dividia em quatro elementos: fogo, ar, terra e água. (vedi matéria sobre os Gregos na Itália)

Depois das derrotas para os gregos no sul, os latinos no centro e invasores gauleses no norte, o império etrusco acabou no século IV a.C. Enquanto o poder colonial grego enfraquecia com a rivalidade entre Atenas e Esparta sob a pressão dos fenícios na Sicília, o vazio foi preenchido por uma arrogante confederação de tribos latinas e sabinas que passou a viver nas sete colinas conhecidas como Roma.

Os romanos e o Império Romano

A lenda diz que Roma foi fundada por Rômulo que tinha um irmão gêmeo, Remo, filhos de Marte e uma virgem, abandonados no Palatino e amamentados por uma loba. Os historiadores concordam que o local e a data indicados 753 a.C., devem estar certos.

Sob o domínio etruscco, Roma fora uma monarquia. Até que uma revolta em 510 a.C. Instituiu uma república patrícia que durou cinco secúlos.Em contraste com outras cidades italianas, enfraquecida por rivalidades e governo instável, Roma extraiá sua força de uma aristocracia de cônsules e do Senado, governando plebeus orgulhosos da cidadania romana raramente rebeldes.

Os Romanos logo se recuperaram da invasão gaulesa de 390 a.C. E assumiram controle absoluto da península com conquistas militares reforçadas por estradas, e nomes que existem até hoje: via Ápia, Flamínia e Aurélia.

O poder Romano estendeu-se pelo Mediterrâneo, com vitórias nas Guerras Púnicas contra Cartago e conquistas na Macêdonia, Ásia Menor, Espanha e o sul da França. O resto da Itália participava apenas com contribuições para Guerra e pequenos envolvimentos no comércio e colonização.

O ressentimento aflorou quando antigas ciades etruscas ou gregas, como Cápua, Siracusa e Taranto apoiavam a Invasão de Aníbal, em 218 a.C.Com a derrota dos cartagineses, Roma promoveu massacres e  escravização de seus partidários italianos.Ainda estava longe a solidariedade nacional.

Sob Júlio César, as cidades provincianas ganharam privilégios de cidadania romana.Sua ditadura reformista, ignorando o Senado para combater o desemprego e minimizar os impostos, fez perigosos inimigos. Seu assassinato em 44 a.C, provocou a Guerra civil. O governo despótico de seu filho adotivo, Otávio, que adotou o nome de Augusto, consolidou o império.

A conquista da Grécia aumentou em vez de diminuir a influência de sua cultura na Itália. Os Romanos mesclaram sua energia ao refinamento Grego. Criando uma mistura de elegância e realismo, delicadeza e força que até hoje é a essência da vida e a arte italiana.
Na arquitetura, os Romanos foram além das estruturas Gregas de colunas e vigas. Desenvolveram a arcada, abóbada e domo de acordo com as necessidades do império: Basílicas para administração pública, aquedutos e pontes, arcos do triumfo e exércitos vitoriosos. Adotaram os Deuses Gregos, convertendo Zeus em Júpiter, Afordite em Vênus, o culto que incluía o imperador no ápice dos deuses servia aos interessados do Estado Romano.

Nos séculos de expansão imperial, declínio e queda, a Itália ficou para trás como potência e seus exércitos se deslocaram para Bizâncio ao leste e Gália ou Germânia ao norte.

Apesar da perseguição de Nero no século I d.C., o cristianismo difundiu-se a partir de Roma pelo Sul da Itália e depois para o norte. Com Cosntantino (306-337) em Bizâncio, Milão e depois Ravenna se tornaram a capital da Itália. O cristianismo tornou-se a religião oficial.

No final do século IV, o imperador Teodósio organizou a Igreja em dioceses e declarou que o paganismo e a heresia constituíam crime. Ele próprio foi excomungado por santo Ambrósio, bispo de Milão, por massacrar sete mil rebeldes em Tessalonica. A posição do bispo de Roma como primaz da Igreja Ocidental foi proclamada pelo Papa Leão I (440-461), em uma sucessão desde São Pedro.
A invasão dos hunos de Átila e o saque de Roma por godos e vândalos acabaram com o Império do Ocidente em 476.

Fonte: Itália – Guia de viagem (Berlitz)

Declínio do império romano

As guerras entre godos e bizantinos e as novas ondas de invasores tornaram impossível a unidade da Itália. A dupla influência da cultura grega e latina persistia.

No século VI, Justiniano reanexou a Itália seu Império Bizantino e codificou o direito Romano como o sistema legal do estado. Sob Heráclio (610-641), o grego tornou-se a língua oficial da Itália.

As influências helenísticas e orientais eram mais evidentes na religião. O ritual bizantino dominou a liturgia romana. A longa nave das colunas que conduz a um abside cedeu lugar á cruz grega com um espaço central cercado por arcadas e encimado por um domo.

Os altos-relevos se nivelaram como ornamentos simbólicos, de forma não humanas, os quadros e mosaicos eram muito coloridos, mas rígidos e formais. As preocupações espirituais desviaram-se das poucas alegrias e muitos pesares para a contemplação mística da inefável vida posterior.

O movimento monástico criado por São Benedito no século VI pregava o envolvimento nas realidades da vida social. A ordem benedita enfatizava a moderação na austeridade das roupas, alimentação e sono, como hábitos dos camponeses da época. A flagelação e outros rigores introduzidos nos mosteiros italianos pelo monge irlandês Columbano foram modificados pela regra benedita mais amena.

Os mosteiros na Itália permaneceram modestos, pois os bispos eram mais rápidos que os abades em se apropriarem das terrras devastadas pelos invasores barbáros. A igreja ordenou que os mosteiros esquecessem as questões seculares e devastassem a liturgia.

No século VIII, os bizantinos matinham um equilíbrio do poder com os lombardos (uma tribo germânica), que invadiu a Itália em 568 e instalaram sua capital em Pavia quatro anos depois. Os lombardos controlavam o interior numa confederação de ducados independentes.

O território lombardo dividiu a Itália bizantina em segmentos regidos da costa: Vêneto (Veneza e seu interior), Emília (entre Ravenna e Modena) e Pentápole (entre Rimini e Perúgia), mais Roma e Nápoles (com Sicília e Calábria).

Em Roma, os Papas políticos lançavam os ducados lombardos contra o Império Bizantino. Citavam um documento falsificado a Doação de Constantino que lhes legava autoridade política sobre toda Itália. Querendo o apoio poderoso dos francos, o Papa Leão III coroou seu rei Carlos Magno, o soberano do Santo Império Romano (quase todo alemão), em 800. Mas o Papa teve de se ajoelhar sem sinal de fidelidade e essa em troca de benção espiritual por proteção militar. Plantou sementes do futuro conflito entre o papado e os imperadores alemães.

Veneza foi fundada no meio das lagunas por refugiados de ataques lombardos, no século VI e prosperou pelo relacionamento privilegiado com Bizâncio e a disposição em comercializar com muçulmanos e outros infiéis no Oriente. Os mercadores de Veneza sentiam-se felizes em levar especiarias e cores orientais para a vida insossa dos lombardos no vale do Pó e além dos Alpes, para o norte da Europa.

Idade média

No século XI, os intrépidos normandos acabaram com o controle árabe na Sicília e sul da Itália. Com um gênio natural para assimilar os elementos úteis da cultura local, em vez de imporem a sua, eles adotaram os coletores de impostos e o sistema alfandegário árabe. Assim como os almirantes bizantinos para sua marinha. Em Palermo, há igrejas e mesquitas próximas, castelos feudais junto de palácios orientais.

As cruzadas contra a ameaça islâmica a cristandade trouxeram a prosperidade para as cidades portuárias da Itália. Pisa aliou-se aos normandos na Sicília e os lucros de seu novo império comercial no Oeste Mediterrâneo pagaram sua catedral, batistério e a torre. O império comercial de Gênova estendia-se da Argélia á Síria.
Mestra Suprema de arte de jogar em todas as posições, Veneza ficou fora da primeira cruzada para expandir seu comércio com o Oriente, ao mesmo tempo que transportava peregrinos para a Palestina. Mais tarde, quando o Bizâncio ameaçou seus privilégios comerciais orientais, Veneza persuadiu os exércitos cruzados a atacar Constantinopla, em 1204, a fim de fortalecer sua posição.

A expansão econômica do vale do Pó, por meio da distribuição de terras e obras de irrigação, acarretou o declínio do feudalismo. Duques administradores e clérigos viviam em cidades e não mais em castelos isolados. Reunindo a hinterlândia em comunas precursoras das cidades-estados. (vedi matéria sobre Cidades-Estado)

As comunas foram bastante fortes para restringir as ambições italianas do imperador alemão Frederico Barbarossa. Ele garantiu a Sicília para seus herdeiros Hohenstaufen ao casar o filho na família real normanda. Reinado de Palermo o refinado, mas brutal neto de Babarossa Frederico II (1194-1250), foi o protótipo do futuro príncipe da Renascença.

Sua luta pelo poder com o papado dividiu o país em dois lados instáveis: os guelfos, que apoiavam o papa e os gibelinos, que apoiavam o imperador.

A base dos guelfos eram comunas com Florença e Gênova. Em 1266 eles financiaram o exército mercenário de Charles d’Anju para derrotar as forças imperiais e assumir o trono siciliano. Mas Palermo rebelou-se contra os franceses na sangrenta vésperas Sicilianas de 1282, massacrando todos que falavam italiano com sotaque francês. Charles teve de mudar sua capital para Nápoles.

Os Sicilianos ofereceram sua coroa a casa espanhola de Aragón.

O conflito guelfos-gibelinos tornou-se um pretexto para acertar rivalidades familiares (como a que Shakespeare mostrou em Romeu e Julieta).

Gênova e Veneza se tornaram mais fortes do que nunca. Em Roma, papas libertinos trocavam de facções a todo instante, por vantagens temporárias, e acabaram perdendo toda autoridade política e moral no processo.

Depois de dois séculos de heresia, a Igreja precisava de uma renovação espirítual. Encontrou o aliado perfeito em Francisco de Assis (1182-1226), devoto sem ser militante demais.

Seus sermões tinham imenso apelo popular. Em vez de atacar a corrupção eclesiástica, pregava os valores de uma vida cristã. Ao unir uma antiga tradição pagã italiana.

A ordem franciscana proporcionou uma renovação necessária e controlável. A arquitetura da igreja construída em seu nome. Em Assis contrariava o testamento humilde do Francisco, denunciando “templos de grandes dimensões e ricos ornamentos”, mas os afrescos de Assis sobre a vida do santo, pintados por Cimabue e discípulos de Giotto, foram um ato eficaz de propaganda artística contra a libertinagem e heresia.

 

Fonte: Itália – Guia de viagem (Berlitz)

 

contra-reforma

Abalada com a Reforma Protestante, a Igreja convocou o Concílio de Trento em 1545.

Bispos não italianos recomendaram que a Igreja fizesse sua própria reforma, na esperança de democratizar as relações com o papa. Mas a ameaça dos luteranos, calvinistas e outros hereges transferiu a ênfase para a repressão, culminando na Contra-reforma, proclamada em 1563.

A igreja reforçou a Inquisição do Santo Ofício e o index para censurar as artes. Os jesuítas em uma ordem fundada em 1534, transformaram-se em um exército de teólogos para combater a heresia.

Os protestantes italianos fugiram e os judeus de Roma foram postos num ghetto (50 anos depois de Veneza), sendo expulsos de Gênova e Lucca.

O Cardeal Carlos Borromeu, sobrinho de Pio IV e arcebispo de Milão (1565-1584), foi o líder espirítual da Contra-Reforma italiana. Aliado aos jesuítas, eliminou os clérigos corruptos e a Umiliati, ordem de católicos leigos que ele achava tolerante demais. Como símbolo de seu espiríto e integrante de cruzada, ele consagrou a nova catedral gótica que levara séculos para ficar pronta.

A arte foi um instrumento de propaganda da Contra-Reforma, mas depois de submetida a mudanças, o vigor e integridade intelectual da alta Renascença deram lugar a sofisticação estilizada do maneirismo.

A igreja condenava o interesse pelos Deuses pagãos e a decadência mundana, exortando os artistas a aprasentarem uma mensagem que levasse o rebanho de volta ao redil. A madonna e santos de Annibale Carracci atraíam fiéis como uma imagem sensual de beleza ideal, enquanto Caravaggioo fazia um apelo brutal, mas não menos eficaz, com uma Maria proletária e apóstolos descalços.

A igreja recuperava terreno com uma imagem mais triunfante, simbolizada pelo grandioso altar barroco de Bernini, em Chiesa di San Pietro.

Em 1633, o Vaticano ordenou que Galileu negasse a evidência que tinha diante de si, fornecida pelo telescópio que construíra e parasse de ensinar que a terra de Deus era apenas um entre vários planetas em órbita ao redor do Sol.

Depois do século XVI, em que Nápoles se tornou a maior cidade da Europa e uma das mais animadas, o Sul tornou-se mais e mais oprimido e empobrecido.

O excérito teve de orpimir revoltas na Sicília e Nápoles contra altos impostos e recrutar para guerras da Espanha no norte da Europa.

 

Fonte: Itália – Guia de Viagem (Berlitz)

Renascimento

Uma nova fraternidade nacional de estudiosos com múltipla competência em artes, ciências e direito surgiu como consultores itnerantes de soberanos ávidos por tornar suas cidades-estados centros de prestígio cultural e propaganda política.

Homens como Leon Battista Alberti, arquiteto-poeta-matemático, promoveram um novo espírito de indagação e ceticismo. Por seus estudos detalhados e traduções de filósofos gregos e desenvolveram princípios de pesquisa científica objetiva, independentes de todos os preconceitos políticos, religiosos ou emocionais que caracterizam a cultura medieval. A ênfase deslocou-se do céu para a terra.

Leonardo da Vinci aplicou o novo método à arquitetura civil e militar, engenharia, planejamento urbano, geografia e cartografia.

Foi Giorgio Vasari um artista superficial, mas de primeira classe dessa explosão cultural, quem apelidou de rinascita, renascimento das glórias do passado greco-romano da Itália. Mais do que isso, com o humaninsmo de Leonardo e Michelangelo e o realismo político de Machiavelli, tornou-se o nascimento da era moderna.

Pois a efervescência criativa não evitou os novos horrores da guerra, assassinato, perseguição, saque e estupro. Foi o auge dos brilhantes mas impiedosos, os Borgia hispano-italianos: o devasso Rodrigo, que se tornou o Papa Alexandre VI e os traiçoeiros filho Cesare que não se detinha para expandir as terras dos pais.

Em Florença, onde sua família tinha de lutar para manter a supremacia, Lorenzo de Medici também encontrou tempo para apoiar a arte de Perugino, Ghirlandaio, Botticelli, o jovem Leonardo e o tempestuoso Michelangelo.

Mas a decadência se instalou e o pregador dominicano Girolamo Savonarola denunciou a corrupção de uma igreja e sociedade mais devotadas aos clássicos pagões do que o evangelho cristão.

No carnaval de 1494, ele envergonhou os florentinos expondo suas “vaidades” – roupas, jóias e cosméticos, mas também livros e quadros, sendo que Botticelli contribuiu com alguns- numa enorme fogueira na Piazza della Signora. Quatro anos depois, quando se recusou a confirmar suas profecias apocalípiticas pelo ordálio do fogo. Savonarola foi preso, enforcado e queimado na mesma praça.

No cenário internacional a vitória turca sobre Constantinopla em 1453, fechou mercados de Gênova no mar Negro, mas Veneza obteve acordo em Chipre e até um modus vivendi em Constantinopla. Mas o Império veneziano declinou quando eles perderam o gosto pela aventura do comércio em favor da segurança de seus latifundiários.

De 1494 a 1530, os Habsburgos espanhóis e os franceses transformaram a Itália num campo de batalha pelo reino de Nápoles e o ducado de Milão.

Gênova aliou-se aos espanhóis para dar acesso ao Imperador Carlos V, via Milão, a seus territórios alemães, e mais tarde virou uma lucrativa carteira de compensação para a prata americana da Espanha. Roma foi saqueada por exércitos imperiais em 1527; os Medici foram expulsos de Florença e voltaram ao poder sob tutela dos espanhóis, que controlavam o país.

Mas assentada a poeira da guerra foram as conquistas culturais que deixaram sua marca.

Pai da alta Renascença em Roma, o Papa Júlio II (1503-1513), iniciou a nova basílica de São Pedro e pediu a Michelangelo para pintar o teto da capela Sistina, no Vaticano, e a Rafael para decorar as stanze.

O arquiteto Donato Bramante foi apelidado de maestro ruinante, por causa dos monumentos antigos que destruiu para atender aos planos megalômanos do papa. Com os tesouros descobertos no processo, Júlio fundou a coleção de esculturas antigas do Vaticano.

 

Fonte: Itália – Guia de viagem (Berltiz)

 

União da Itália

Na falta de solidariadade para a união e fracos demais para resistirem por si mesmo, os reinos e ducados italianos foram reduzidos e peões nas lutas dinásticas da Europa no século XVIII.

Ao final das guerras de sucessão austríaca, espanhola e polonesa, os austríacos tomaram o Norte da Itália dos espanhóis.

O Iluminismo criou uma nova efervescência cultural. O Teatro de la Scala foi aberto em Milão e o La Fenice em Veneza. Estimulados eolas idéais de Voltaire, Rosseau e Diderot - os intelectuais se consideravam europeus, mas também italianos, uma consciência nacional promovida pela revista Il Caffe, de Milão.

A esperança dos progresistas foram reforçadas pelas formas austríacas na Lombardia e Toscana (onde a dinastia Medici terminou em 1737): impostos mais justos, menos influência da Igreja nas escolas, mais educação pública e fim da Inquisição. Sem a influência austríaca, a Itália permaneceu conservadora.

Veneza estagnou sob domínio de uma elite arraigada que obtinha conforto nostálgico na beleza antiga da cidade, pintada nos vedute de Guardi e Canaletto.

O papado em Roma perdeu prestígio com a dissolução dos jesuítas e a falta de receita em função das reformas dos Habsburgos.

A aristocracia do Sul resistia a todas as propostas de reforma social dos espanhóis. Dom Carlos, descendente de Luís XIV que se considerava o Rei-Sol meridional - com o palácio de Caserta como sua Versalhes - é mais lembrado por iniciar as escavações de Pompéia em 1748.

Na fronteira alpina a nordeste, surgiu um novo estado destinado a liderar o movimento pela união da Itália.

Com a divisão da Savóia no século XVI, enrte França e Suíça, sua região montanhesa a sudeste dos Alpes, Piemonte, entrara na órbita italiana. Evitando a estagnação econômica do domínio espanhol o ducado pouco povoado logo se expandiu.

Turim era pouco mais que uma aldeia revigorada com 40 mil habitantes, em 1600, mas já tinha 93 mil um século depois. Os pragmáticos duques do Piemonte apreciavam a monarquia absolutista francesa, mas criaram um parlamento para controlar os feudos locais. Copiaram a administração e a coleta de impostos centralizada de Luís XIV.

No século XVIII, Turim era uma exuberante capital real ao estilo clássico francês, diferente do resto da Itália.

Napoleão Bonaparte, com suas idéias sedutoras de independência italiana foi bem recebido depois de expulsar espanhóis e austríacos, em 1797. Mas os franceses viraram um fardo para os tesouros italianos que tinham de sustentar seu esforço de guerra e a família Bonaparte.

Se Napoleão não libertou a Itália pelo menos abalou o conservadorismo, da Lombardia a Nápoles, criando novas universidades e escolas secundárias. Modernizando a burocracia e lançando um novo sistema jurídico com o Código Napoleônico, além de despertar o nacionalismo Italiano. Clubes políticos clandestinos como os carbonari, surgiram por todo país.

Cautela foi a senha entre os soberanos que recuperaram seus territórios italianos com a derrota de Napoleão. A Áustria aproveitou a ocasião para incorporar o Vêneto à Lombardia.

O conclave de 1823, dos cardeais zelanti (fanáticos) elegeu o arquiconservador Leão XII, para ajudar o papado a se recuperar do choque napoleônico. Atentos a qualquer movimento progressista que pudesse ser contagioso os austríacos ajudaram o rei conservador de Nápoles, Ferdinando, a oprimir uma revolta pela monarquia constitucional, em 1821.

Também frustou um conflito similar no Piemonte. O perigo tornou-se claro em 1831, quando a insurreição difundiu-se por Bolonha, Modena e Parma até os estados papais. Mas os austríacos derrotaram um governo rebelde das províncias italianas unidas enfraquecido por rivalidades regionais e ambições pessoais.

O Risorgimento, a ressurreição da identidade nacional seguiu por dois caminhos conflitantes.

O movimento Giovine Itália (Jovem Itália), do genovês Giuseppe Mazzini pregava unidade nacional baseada na insurreição. Ele se opunha aos aristocratas e intelectuais do Partido Moderado do Piemonte que queriam uma confederação de príncipes italianos abençoada pelo papado, apoiada na força militar piemontesa.

Os moderados temiam uma militância proletária entre os operários das fábricas. Os latifundiário remunerando mal a jornada de trabalho, migrante enfrentaram o crescente ressentimento camponês.Ocorreram conflitos por falta de comida na Lombardia, revoltas na Toscana, enquanto camponeses no sul exigiam a divisão de terras comunitárias.

O compositor Giuseppe Verdi foi o grande artista do Risorgimento. O humanismo romântico de suas óperas inspirou sues compatriotas que viram no coro dos hebreus de Nabuco um chamado á ação.

Uma rebelião interrompeu em Milão, em 18 de março de 1848, ano de revolução em toda a Europa. Emissários voaram em balão para cidades próximas em busca de reforço para libetar Milão da guarnição de 14 mil austríacos.

Os venezianos restauraram sua república, um exército piemontês aliou-se a tropas da Toscana, estados papais, Nápoles e a república democrática italiana foi proclamada.

Mas o hesitante Carlo Alberto do Piemonte deu tempo aos austríacos para se recuperarem e o italianos perderam tudo. Mais uma vez, a unidade nacional era sabotada por rivalidades provincianas.

O novo Rei de Piemonte, Vittorio Emanuele II, tornou-se um monarca constitucional com um parlamento moderado. O primeiro-ministro, conde Camillo Benso di Cavour um político realista e intransigente, conquistou o apoio moderado para um programa de capitalismo de livre comércio e de obras públicas.

Exilados políticos voltaram ao Piemonte, inclusive um veterano de revoltas, Giuseppe Garibaldi.

Com seus aliados franceses, o Piemonte derrotou a Áustria em Magenta e Solferino, conquistando a Lombardia em 1859.

Um ano depois, Cavour negociou a entrega da Emilia e Toscana. Mas foi a aventura dos camisas vermelhas de Garibaldi que consolidou a unidade, em 1860.

Com dois navios a vapor a artilharia antiquada e 94 mil liras, Garibaldi partiu de Gênova com sua expedição dos mil. Os heróicos camisas vermelhas capturaram a Sicília conservadora e foram para o continente.

Em Teano, perto de Nápoles, encontraram-se com Vittorio Emanuele, proclamado rei da Itália. A unidade nacional foi concluída com a anexação de Vêneto, em 1866 e de Roma a nova capital, em 1871.


ERA moderna

Apesar da história fragmentada a Itália assumiu seu lugar entre as nações modernas como um estado centralizado, empenhado em proteger os interesses do sistema industrial e financeiro, só admitindo reformas trabalhistas sob pressão da organização unida.

Do trabalho migrante na França e Alemanha, onde eram conhecidos como chineses da Europa, os operários e camponeses italianos recuperaram seus conhecimentos de organização sindical e greve.

Mas na tradição italiana os primeiros sindicatos foram camere del lavoro, ligados à cidade ou comuna, não à categoria profissional.

Esquerda e direita queriam que a Itália ingressasse na disputa européia por colônias atentas na Líbia e Etiópia. Os conservadores apoiavam a expansão pelo prestígio nacional.

Os socialistas falavam da missão civilizadora da Itália no Mediterrâneo, procurando desviar o fluxo de emigrantes (cada vez mais para as Américas) para uma administração coletiva experimental nas colônias africanas em Trípoli e Cirenaica.

Na Itália, além dos têxteis tradicionais, a indústria expandiu-se para a metalurgia, produtos químicos e máquinas. O amor nacional por carros começara - sete aotomóveis produzidos em 1900 e 70 em 1907. Já em 1914, havia 9200 carros saindo das fábricas, a maioria da marca Fiat, fundada em 1899.

Com o primeiro ministro Giovanni Giolitti, manobrando as forças de capital e trabalho, a Itália entrou no século XX num estado de paz e prosperidade, conhecido como italietta: férias no mar ou montanha. Óperas como La bohéme e Madame Butterfly de Puccini, os primeiros filmes mudos como Os últimos dias em Pompéia e Quo Vadis eram conversas descontraídas nas praças durante a passeggiata, o passeio vespertino.

Artistas da vanguarda enfurecidos com a burguesia presunçosa pareciam inofensivos – futuristas declarando guerra ao espaguete e preferindo a beleza de Maseratis e Alfa Romeos à estátuas gregas.

Eram menos divertidos quando aclamavam a primeira guerra mundial como “higiene do mundo”. Antes comprometida na Tríplice Aliança com a Áustria e Alemanha, a Itália permaneceu neutra em 1914. No ano seguinte, de acordo com o que o primeiro ministro Antonio Salandra reconheceu ser um “sacro egoísmo” a Itália assinou um tratado secreto para entrar na guerra ao lado da Inglaterra, França e Rússia. Em troca dos territórios austríacos de Trento, Tirol do Sul (agora Alto Adige) e Triste.

Em princípio o povo manteve-se alheio a guerra, apesar do jingoísmo do esteta aristocrático Gabrielle D’Annunzio e seu amigo um jornalista que fora socialista, Benito Mussolini.

O exército italiano era menos preparado, carecendo de artilharia, metralhadoras, caminhões e oficiais treinados, mas a infantaria demonstrou extraordinária coragem nas trincheiras. Depois do desastre em Caporetto, o avanço austro-germânico, em 1917, pela planície do Vêneto foi detido até o contra ataque italiano de outubro – novembro de 1918, que permitiu a entrada triunfante em trento e Triste.

Para os camponeses, operários e pequenos burgueses a guerra de uniforme foi a primeira experiência real de nacionalidade italiana. Partidários da guerra como D’Annunzio que conquistou a imaginação popular voando sobre Viena para lançar folhetos de propaganda, sendo aclamados como patriotas. Enquanto, democratas e republicanos pacifistas eram desdenhados como terrotistas. O parlamento negou conhecer o tratado secreto até a Conferência da Paz de 1919 e foi denunciado como impotente.

A esquerda estava desordenada. Os socialistas ganharam a eleição, mas se dividiram em apoio à Revolução Russa o que levou a formação do Partido Comunista Italiano, em 1921. Na crise econômica - estagnação, bancos fechados e desemprego crescente. Os conservadores queriam alguém mais duro e dinâmico do que os políticos antigos.

Com os Fasci Italiani di Conbattimento (grupos italianos de combate) derrotando os eslavos em Trieste e os operários em Bolonha, Mussolini preenchia os requisitos. Ameaçado pela Marcha dos fascistas em Roma (1922), o rei Vittorio Emanuele III convidou Mussolini, il Duce para formar um governo.

O processo, então familiar do totalitarismo começou: líderes da oposição assassinados, seus partidos, sindicatos e imprensa livre fechados.

O Vaticano não protestou, embora tenha ficado contrariado quando a juventude Fascista dispersou os Escoteiros Católicos. Quando o tratado de Latrão, de 1929, criou um estado do Vaticano separado e perpetuou o catolicismo como religião nacional. Com a garantia de educação religiosa nas escolas o Papa Pio XI descreveu Mussolini como um homem enviado pela Providência.

O Fascismo permaneceu um estilo em vez de uma ideologia coerente representado pela saudação de braço erguido, em vez do aperto de mão dos fracos a arquitetura bombástica e os discursos prolixos e arrogantes de Mussolini, no Palazzo Vanezia em Roma.

O lema do Dulce, “melhor viver um dia como Leão do que cem anos como uma ovelha” constratava com o que deu ao país: “ Acredite,obedeça e lute”. Nem leões e nem ovelhas, a maioria dos italianos sobreviveu com fingimento e bom humor. Socialistas e comunistas se uniram e apoiaram os Aliados na Segunda Guerra Mundial.

Em 1936, Mussolini desviou a atenção da crise econômica, com a invasão da Etiópia e a proclamação do Império Italiano. Com o apoio do Vaticano, aviões de guerra italianos juntaram-se á Lutfwaffe de Hitler ao lado do general Franco na Guerra Civil Espanhola (5 mil comunistas e socialistas italianos lutaram no lado republicano). Em 1938, foi promulgada uma legislação racista contra os 57 mil judeus italianos. No ano seguinte, a Itália invadiu Albânia e depois do colapso da França, em junho de 1940. Entrou com a Alemanha na Segunda Guerra Mundial. Seus exércitos mal equipados foram derrotados pelos britânicos no deserto africano, pelas montanhas nevadas dos Balcãs.

Os aliados desembarcaram na Sicília, em junho de 1943 e libertaram Roma um ano depois. Mussolini foi derrubado logo depois dos desembarques aliados e reintegrado no norte pelos Alemães e foi preso ao fugir para a fronteira suíça.  Ele foi excecutado em abril de 1945.

As dificuldades da Itália no pós guerra gerou desemprego, mercado negro e prostituição. Tudo foi registrado pelo cinema neorealista de Rosselini, De Sica e Fellini.

Hoje, a extraordinária recuperação econômica silenciou os administrativos do país. Na União Européia, a Itália se destaca na indústria pesada, agroindústria e eletrônica.

Os italianos não gostam do governo nacional. Pois passaram a maior parte de sua história sem ele e Mussolini os desanimou. Cansados de seus excessos, rejeitaram a esquerda militante por um pouco de dolce vita com os ponderados democrata-cristãos.

A coalização em constante mudança não constituem um governo nacional autêntico, mas o país funciona bem. Na decáda de 1980, um governo socialista aliado aos democrata-cristãos proporcionou uma grande estabilidade.

 

Fonte: Itália – Guia de viagem (Berlitz)

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